A ESPIRITUALIDADE DO OBREIRO


1) Equilíbrio entre a Fé e as Obras:

Charles R. Swindol certa vez escreveu, “Estamos servindo às obras ou ao Deus das obras?”. Pode parecer incrível, porém nos dias atuais, em que vivemos a cultura do fast-food, em que tudo tem que ser feito urgentemente, em um mundo tomado pelos fatos que passam como cenas de videoclipe diante de nossos olhos, e às vezes é impossível acompanhar a velocidade dos acontecimentos que nos cercam. Neste contexto atual de civilização existe uma linha tênue que separa esse paradoxo entre fé e obras. Somente o equilíbrio entre ambas é o caminho seguro para desenvolvermos a espiritualidade verdadeira.
O apostolo Paulo em Efésios 2:8,9 declara: “Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie.” Não devemos nos acomodar com a declaração do apostolo, caso contrário corremos o risco de desenvolvermos uma espiritualidade rasa, sem comprometimento com a obra de Deus.
Por outro lado o apostolo Tiago em sua carta escreve: Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta. Mas alguém dirá: “Você tem fé; eu tenho obras”. Mostre-me a sua fé sem obras, e eu lhe mostrarei a minha fé pelas obras. (Tg 2:17,18). Com imensa sabedoria o apostolo fala do equilíbrio entre ambas, destacando que as obras são conseqüências de uma vida de Fé.
Para meditar: “A Fé sem obras gera fanatismo enquanto a Obra sem fé, gera legalismo.”


2) Conhecer a Deus:

“Ó profundidade da riqueza da sabedoria e do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos e inescrutáveis os seus caminhos!“Quem conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro?” (Rm 11:33,34)
No mundo atual, no qual a internet é uma realidade e que a informação, nos está disponível a apenas um clique, parece antagônico à nos como cristãos não conseguirmos conhecer a Deus. Assim como no período Helenístico, que valorizava sobremaneira o conhecimento do homem seguindo o pensamento do Platão, Sócrates, Aristóteles entre tantas outras mentes brilhantes de sua época, más que pecava pela carência de experiências, também nos dias de hoje podemos observar isso dentro de nossas igrejas.
Muitos buscam o conhecimento como forma de status. Outros ainda como cultura. Más existe um terceiro que anela pelo conhecimento como forma de conhecer à Deus. Porém o conhecimento por si só não basta, se não o vivermos.
Penso que devemos buscar o conhecimento de Deus não tão somente por meio de sua Palavra, más também de com Ele andar. Pensar corretamente acerca de Deus é enxergá-lo no equilíbrio dos seus sentimentos e atributos. Seu amor e sua justiça, o seu perdão e a sua disciplina, a sua provisão e o sua provação. Uma fé verdadeira relaciona-se com Deus através de suas multiformas, sem perder a unidade e a integridade de sua Personalidade perfeita.
Somente uma mente renovada pelo Espírito Santo é capaz de estar em comunhão com Deus de forma saudável. “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”(Rm 12:2)

No amor de Cristo,

Diác. Waldecir